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Ibirubá/RS

Notícias Cotribá
27nov

A vez da soja

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Resistência das doenças a fungicidas preocupa comunidade científica

 

O excesso de chuvas que atrasou a colheita do trigo também protelou o plantio da soja no Rio Grande do Sul. Isso vai fazer com que a cultura esteja exposta a riscos como de estiagem, por exemplo, por mais tempo. O atraso também interfere no planejamento dos produtores que já estavam de olho na safrinha.

Mas nada disso preocupa tanto  quanto a resistência das doenças a fungicidas disponíveis no mercado. Esta foi a principal abordagem do pesquisador, Dr. Carlos Alberto Forcelini, aos produtores da Cotribá, nos dias 23 e 24 de novembro, em Ibirubá e Quinze de Novembro. Os eventos foram realizados em parceria com a Bayer.

Manejo de doenças na soja – Resistência a fungicidas

No Brasil, a comunidade cientifica tem observado um aumento da resistência de fungos que provocam doenças na soja aos fungicidas disponíveis no mercado, especialmente o fungo que causa a Ferrugem Asiática, a principal doença que acomete a cultura. Conforme Forcelini, os fungicidas continuam apresentando resultados, mas estão com a sua eficiência comprometida. Ele acredita que os produtores não tenham notado isso mais claramente até agora porque a pressão da doença foi menor no último ciclo.

– Queremos alertar os produtores para que fiquem atentos nesta safra, já que a probabilidade é grande de que a doença se estabeleça. Está chovendo bem, tivemos um inverno menos rigoroso (o que não elimina a soja guaxa que hospeda os fungos) e também pelo fato de que nosso plantio foi atrasado porque choveu demais em outubro – explica.

No entanto, a Ferrugem Asiática não é a única ameaça. Forcelini lembra que quando se estabelece uma semente de soja na lavoura, esta já está suscetível a uma série de fungos causadores de doenças presentes no local, principalmente na palhada das últimas safras.

– Esses fungos começam a atacar a plantação tão logo passe o efeito do tratamento de sementes, cerca de um mês. E tem outra característica importante: a ausência de sintomas. Então é possível que a planta esteja infectada mesmo que a gente olhe pra ela e não veja nada. Por isso, recomendamos que a primeira aplicação de fungicidas seja realizada antes do fechamento completo das ruas – orienta.

Controladas as doenças iniciais, os próximos tratamentos são essenciais para combater a ferrugem e outras doenças de ciclo. As principais são manchas foliares e antracnose (responsável pelo apodrecimento e abortamento das vagens), elas já estiveram bastante presente nos dois últimos anos e prometem voltar com força, visto que já estão na lavoura à espera da soja. Outra patologia que merece atenção é o oídio.

Quando o assunto é manejo e controle de doenças, o pesquisador propõe um conjunto de estratégias que ele classifica como Base Forte, Reforço e Posicionamento.

– A soja já está no campo, agora não temos mais como optar por variedades, buscar materiais resistentes, nem mexer em época de semeadura. Então, daqui para a frente a gente tem praticamente três coisas a fazer. A Base Forte refere-se a proteção da soja desde a parte vegetativa, antes do fechamento das ruas, e com um tratamento completo para todas as doenças citadas anteriormente. O Reforço sugere trabalharmos com um parceiro do fungicida na aplicação para melhorar o desempenho, são os protetores de preferência em todas ou, pelo menos, da segunda aplicação em diante é fundamental. Já o Posicionamento é a maneira como vamos colocar os fungicidas. A orientação é manter a média de quatro aplicações, uma no vegetativo e mais três com intervalos seguros em torno de 15 dias. O que muda um pouco, com relação às safras anteriores, é a sequencia ou a ordem dos tratamentos. Ou seja, nas duas primeiras os produtos que tem maior risco de resistência e nas outras duas trabalhar com um reforço mais forte de produtores. Entretanto, essas são decisões que o produtor deve tomar em conjunto com o técnico da cooperativa, não existe uma receita pronta para todos os casos – esclarece.

O professor também chama a atenção para a qualidade das aplicações. Questões como volume de água, adjuvantes corretos e horário de aplicação são cruciais para o sucesso da lavoura. Em anos mais quentes o aparecimento de pragas como lagartas e percevejos também tende a ser maior e merece a atenção dos sojicultores.

De forma geral, a expectativa é boa para a safra de verão. Os meteorologistas apostam em um ano de La Niña que, apesar de trazer bastante variabilidade na distribuição das chuvas, não são os piores para a soja. Forcelini não arrisca um palpite para as médias de produtividade, mas reforça aos produtores que devem fazer o que está ao alcance, ou seja, cuidar bem da lavoura.

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